Mostrar mensagens com a etiqueta POLITICA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta POLITICA. Mostrar todas as mensagens

Revus negam asilo politico da Noruega e preferem morrer nas mãos de Eduardo dos Santos em Angola

Dois activistas do processo 15+2 Nito Alves e Arante Kivuvu dizem ter denunciado governo angolano ao TPI ao mesmo tempo que rejeitaram o asilo politico que lhes foi oferecido pelo Governo da noruega.
Os Activistas que estiveram durante três semanas Nito Alves e Arante Kivuvu passaram por Portugal, Alemanha, Holanda e Noruega. Neste último país, o governo local terá oferecido asilo político aos activistas, mas que foi prontamente rejeitado. na Alemanha e onde reuniram com funcionários do Tribunal Penal Internacional.
A revelação foi feita pelos próprios e aconteceu durante um périplo que os dois activistas, condenados no processo dos 15+2, fizeram pela Europa,


Os activistas terão reunido com alguns funcionários do TPI, com quem falaram sobre os casos de “assassinatos dos activistas Cassule, Kamulingue e Hilbert Ganga, bem como do Rufino, tortura contra manifestantes e também por roubo do erário público por parte dos generais angolanos e dos filhos do presidente da república”, disse Nito Alves .


“Pela minha consciência moral e serena rejeitei a oferta de asilo político do Estado norueguês porque não quero ficar asilado. Amo demais a minha terra e lutarei aqui dentro, mas agradeço o Estado norueguês pela oferta”, afirmou Nito Alves
Arante Italiano Kivuvo disse a Observangola que « rejeitamos a offerta porque preferimos voltar a lutar na nossa terra natal , vamos continuar a lutar aqui em Angola contra a Ditadura e das Injustiças sociais » garantiu
INACOM DOS SERVIÇOS SECRETO Afirma o controlo total da internet

INACOM DOS SERVIÇOS SECRETO Afirma o controlo total da internet

A Sinfo ja tem o controlo da Internet através da INACOM e a imprensa radiofonico e televisivo tera o ERCA para sua fiscalização.
O novo regime vai tornar viável a abertura de novas operadoras prestadoras de serviços no sector, revelou à imprensa, o presidente do Conselho de Administração do INACOM, António Pedro Benge
O novo regime de licenciamento e acesso à oferta de redes e serviços de telecomunicações começa a ser implementado a partir do primeiro trimestre de 2017, revelou o presidente do Conselho de Administração do INACOM, António Pedro Benge. quer dizer que a SINSE já tem o controlo da internet desde que o Angolano se dirige a loja para registar ou actualizar o seu numero.

No entanto, acrescentou que o regime que contempla a emissão de Títulos Globais Unificados às três operadoras nacionais (Unitel, Movicel e Angola Telecom), introduziu a modalidade de “licenças multiserviços”, garantindo assim que várias pessoas abram empresas e prestem serviços no mercado.
“Com o novo regime de licenciamento de acesso à oferta de redes e serviços de Comunicações Electrónicas espera-se eliminar as lacunas actuais no mercado angolano, que dizem respeito à oferta de redes e serviços de comunicação electrónica, o asseguramento de uma maior abertura ao mercado, o surgimento de novos operadores e serviços, tal como uma diversificada e actualizada oferta de aplicações e serviços à sociedade”, reforçou.

O responsável, que se pronunciava à imprensa durante o IV Conselho Consultivo do Ministério das Telecomunicações e das Tecnologias de Comunicação, realizado em Luanda, sublinhou que o pacote legislativo de enquadramento para a entrada em vigor do referido regime começou com a aprovação pelo titular do poder executivo do Plano Estratégico para o Regime de Licenciamento.
Referiu também que o mesmo plano foi complementado com a aprovação de um plano estratégico para o espectro radio eléctrico e numeração.
De acordo com o responsável, a implementação de um novo regime de acesso está em sintonia com as Políticas de Desenvolvimento Nacional (PND 2013-2017), atende às necessidades do mercado nacional e está alinhado aos novos paradigmas internacionais referentes ao licenciamento.
“Sem esses instrumentos seria muito difícil implementar a orientação do Executivo no sentido de estender a prestação de serviços a todo o território nacional e permitir inovações para o mercado”, realçou.
António Pedro Benge declarou que o novo regime de acesso apresenta-se como um elemento activo (catalisador do desenvolvimento intrínseco) no esforço de cobertura nacional (regional e rural) em quantidade e qualidade e como forte contribuinte para a diversificação da economia angolana.
“Afigura-se extremamente importante a viabilização em Angola das comunicações móvel e fixa, da radiodifusão e da televisão, para os serviços de defesa e segurança, transportes, petróleos, meteorologia, tal como para uma coerente gestão do espectro radioeléctrico e da numeração dos escassos recursos”, precisou.

Policia prende mais de 50 Manifestantes em Luanda

Polícia efectuou detenções e disparos para dispersar instruendos que protestavam contra o cancelamento do curso de bombeiros voluntários
Cerca, de 3.750 jovens que há mais de sete meses vêm frequentando o primeiro curso de bombeiros voluntários nas instalações da Escola Tecnológica de Angola, localizada no bairro da Sanzala, município de Viana, em Luanda. No entanto, na Sexta-feira, os instruendos referem que foram surpreendidos com a presença do director da Escola Nacional de Bombeiros, Valetim Xavier, que exigia a retirada imediata de todos os formandos, alegando que o dono do imóvel precisava do espaço com urgência.
Sem alternativas e inconformados com a medida, os alunos e os instrutores decidiram manter-se no local, tendo em conta que o processo de formação continua em curso, devendo terminar no dia 30 de Novembro. Porém, ontem, por volta das 9 horas, enquanto decorriam os treinos, os alunos afirmaram terem sido confrontados com um aparato policial que orientava, entre ameaças, o abandono do imóvel. A situação gerou uma enorme confusão que resultou em fortes protestos defronte a Escola Nacional de Bombeiros.
Durante a manifestação, os aspirantes a bombeiros bloquearam parcialmente a estrada de Catete, impedido assim a circulação de viaturas e de outros transeuntes durante cerca de meia hora. Em resposta, a polícia efectuou disparos de arma de fogo, para o ar, para dispersar os manifestantes que exigiam a continuidade da formação. Na ocasião, dois alunos foram detidos e postos em liberdade apenas no final do dia.
De acordo com os protestantes, durante o tempo em que estão em formação, todas as despesas como a alimentação, a água e outros meios têm sido custeados por si próprios. Muitos abdicaram dos estudos e de outros afazeres diários para se dedicarem à formação. Com efeito, face a suspensão do curso, os alunos, desesperados, dizem verem anuladas as perspectivas de entrarem para os quadros do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros.
“Quando fomos recrutados nos foi dito que não havíamos de ter salário. Que devíamos fazer apenas a formação e os melhores alunos deviam ser seleccionados para entrarem nos Bombeiros tão logo houvesse disponibilidade de vagas. Com a paralisação do curso toda a esperança caiu por terra. E quem nos vai pagar pelo tempo perdido?”, questionou o instruendo Zambá Lourenço.
Por seu lado, Genoveva dos Santos, outra instruenda, disse não entender a atitude das autoridades em cancelar o curso numa altura em que faltam menos de dez dias para o seu término.
“Conforme nos estão a tratar parece que somos marginais, quando na verdade estamos aqui porque fomos recrutados pelos Serviços de Bombeiros. O curso foi aberto inclusivamente no quartel principal. Não podem encerrar assim as aulas. Do nada. Falta pouco tempo para terminarmos o curso. Não entendo a atitude dos nossos dirigentes”, repudiou.
Insensibilidade
Para Rosário do Amaral, o cancelamento do primeiro curso de bombeiros voluntários, além de ser uma atitude negativa, demonstra a insensibilidade das autoridades e uma falta de consideração pelos futuros bombeiros. Segundo disse, apesar de estarem em formação, os mais de três mil instruendos são regularmente chamados para acudir situações de calamidades sociais sem qualquer recompensa financeira.
“Temos dois treinos diarios. Mas, ainda assim, somos várias vezes chamados para acudir e intervir em determinadas áreas quando chove ou quando há alguma situação de sinistralidade e de emergência. Por exemplo, na altura da crise da febre-amarela, fomos nós que andámos de um lado para outro carregando pessoas. E tudo a custo zero. Agora, depois de nos usarem estão a nos abandonar. Não é justo”, lamentou.
Dias agitados
Justiça é o que os alunos pedem das autoridades competentes, de forma a concluírem o curso e receberem o certificado. No entanto, caso se continue com a ideia de cancelá-lo, os instruendos garantem que vão agitar as ruas de Luanda com manifestações até que se reponha a legalidade. “A Polícia, como sempre, bate nas pessoas erradas. Mas isso não nos vai intimidar. Vamos sair à rua todos os dias até que nos deixem terminar o curso com o devido certificado. Não podemos perder o nosso tempo assim do nada. Aqui há chefes de família que largaram tudo para se dedicarem a formação. Vamos até às últimas consequência. Os pró próximos dias serão agitados”, atestou Moreira João.
Falha na comunicação
Contactado , o porta-voz dos Serviços Provinciais de Protecção Civil e Bombeiros, Faustino Minguês, fez saber que

não existe nenhuma comunicação oficial que orientasse o cancelamento do curso. O que houve, segundo disse, é uma falha de comunicação que terá causado tumultos sem necessidade.
Todavia, diante da situação, Faustino Minguês avançou que foi já criada uma comissão que está trabalhar, desde o final do dia de ontem, com vista a apurar o que terá acontecido de concreto, prometendo dar mais detalhes da situação ao longo do dia de hoje.

Activista DAGO NIVEL Libertado pela Ditadura


Ativista Dago Nivel que gritou ´´ este julgamento é uma palhaçada" no tribunal de Luanda já libertado

a informão foi confirmado pelo Rapper Mc Life, amigo e companheiro de Luta.
Francisco Mampanda Gomes também conhecido por Dago Nível, um dos activistas presos desde março ultimo, foi libertado esta segunda-feira 21 de Novembro, em Luanda, segundo informou à A Observangolanews

O activista angolano foi condenado a 28 de Março de 2016, a oito meses de prisão por provocar "desordem no tribunal" de acordo com o juiz Januário Domingos José.

O magistrado tomou a decisão depois de Dago Nível ter dito em alto e bom som no tribunal que o julgamento dos activistas era uma palhaçada, na sequência da sentença contra os 17 activistas condenados pelos crimes de rebelião, tentativa de golpe de Estado e associação de malfeitores.

O jovem angolano que cumpria pena de prisão desde março, por ter gritado no tribunal de Luanda que o mediático julgamento de outros 17 activistas era uma "palhaçada", foi libertado, após oito meses de cadeia, afirma que os momentos foram difíceis mas adianta que continuara a lutar pelas causas justas

"Se fosse hoje voltaria a gritar alto e bom som. E até acrescentaria outras coisas. Porque aquilo não era motivo para eu ser preso, foi um momento de liberdade de expressão, a luta continua em defesa dos meus ideias ", afirmou Francisco Gomes `Dago Nível Intelecto`, nas sua primeiras declarações à Imprensa, em Luanda, poucas horas depois de ter recebido a ordem de soltura por cumprimento total da pena de prisão e sem ter beneficiado de liberdade condicional.

O jovem ativista foi condenado em processo sumário a 28 de março último, minutos depois de conhecida a sentença aplicada então aos 17 ativistas, por ter gritado na sala de audiências que aquele ´´ julgamento era uma palhaçada" e que os "palhaços estão bem identificados", criticando a forma como nomeadamente o juiz da causa, Januário Domingos, conduziu o processo, conforme a AFP constatou na ocasião da leitura da sentença

Considerado pela Amnistia Internacional como um "prisioneiro de consciência", a sua saída da prisão de Caquila, arredores de Luanda, posto em liberdade, pelas 17h desta terça feira 21, mas o ativista afirma que a ordem de soltura tinha já data de 29 de outubro.

"Foram meses aterrorizadores, pela solidão e ansiedade. Sentia-me só porque os meus colegas [grupo dos 17 ativistas condenados] depois saíram da cadeia e eu fiquei até agora", disse

Em março, na última sessão do julgamento, o Ministério Público deixou cair a acusação de actos preparatórios para um atentado ao Presidente e outros governantes, apresentando uma nova, de associação de malfeitores, sobre a qual os ativistas não chegaram a apresentar defesa, um dos argumentos dos recursos da defesa.

Os 17 ativistas, contestatários da governação em Angola, começaram no próprio dia da condenação a cumprir pena por atos preparatórios para uma rebelião e associação de malfeitores, mas foram libertados a 29 de junho por decisão do Tribunal Supremo, que deu provimento ao `habeas corpus` apresentado pela defesa, pedindo que aguardassem em liberdade o resultado dos recursos da sentença da primeira instância.

Acabaram por ser abrangidos por uma amnistia geral aprovada no parlamento em julho último, mas alguns destes já manifestaram a intenção de a recusar, algo que não está previsto legalmente, segundo os advogados.
 
Por: Jonas Pensador
Luanda 21/11/2016 19h45